Salvador Dalí
vem me salvar
daqui
minha alma
corrói
na mundana
monotonia.
O nome do Blog, crimes suaves, é por causa de um poema do Carlos Drummond de Andrade que se chama a flor e a náusea.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
queria ter:
a destreza de pessoa,
o ritmo de vinicius,
a profundidade de dickson
e o lirismo de neruda.
Mas só tenho essa janela
e o meu odio do que vejo nela.
Pois vivo na cidade
da fumaça e do ferro,
do medo e do ódio
e os elementos dançam
orquestrados pela família com deus,
As pessoas de bem.
nada!
mata mais que as pessoas de bem
as moças de familia
Os bons filhos
Nada!
destroi mais que a moral
e os bons costumes.
Se morro
dia após dia
é para ser redentor
dos novos pecados
inventados pela direita pacificadora.
o tempo não me consome mais,
só os pecados.
morro
com a mesma ferocidade
que um prédio
desmoronando
no coração de uma tarde carioca.
Na madrugada,
na calada da noite,
enquanto a meia noite
caminha em paz,
algo acontece
na surdina.
o catador de lixo
vasculha meus escombros
o catador de lixo
cata os meus sonhos.
me reconstroi,
marginal!
sábado, 2 de junho de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
O que sinto
Desconcertados
olham os sorrisos
sabendo o que são
mas não o que representam.
Confusos
se assustam
com os que choram de rir,
estapafúrdios
em suas nuvens.
O preço da divindade
é a esterilização
dos sentimentos
a austeridade plena
Só sorri quem morre.
deus nem um sabe,
nem seus anjos
muito menos
o outro lado da moeda divina.
o outro lado da moeda divina.
Desconcertados
olham os sorrisos
sabendo o que são
mas não o que representam.
Confusos
se assustam
com os que choram de rir,
estapafúrdios
em suas nuvens.
O preço da divindade
é a esterilização
dos sentimentos
a austeridade plena
Só sorri quem morre.
O medo da
morte.
A
felicidade da vida.
Um abraço
de amor.
A lagrima
da partida.
Nem só existir,
Nem só
assistir
Mas ser amante desta vida por fim.
Nada mais
agrega o ser.
O amor ja
não o faz,
nem afelicidade,
nem a tristeza,
e nem mais o odio.
Só a falta,
A falta
completa de tudo nos une.
Sós quase
juntos,
Pois nos
esbarramos,
Andamos,
Só assim,
Sem sentir
nada,
Amortecidos
por completo
Conseguimos
acordar
E dizer
como quem conta uma piada
Sou feliz.
Eu conquistei o mundo
Pra te
fazer feliz.
Aindei no
meio da paulista
E em
obediência os carros pararam
E buzinaram
em minha homenagem,
Ordenei a
todos que fossem pra casa
Pois ja
estavam livres
Porque eu
te amava,
Todos
agradecidos buzinaram
E
continuaram buzinando por um bom tempo.
Tirei a
roupa pra fazer amor com você na frente de todos
E com
vergonha de nossa grandeza fecharam os olhos,
No momento
te pedi em casamento
E antes que
você responde-se
Os
contrarevolucionarios vieram e me amarraram.
Mas não tem
problema
Vou
transformar este quarto branco
Em um campo,
Essa prisão
em amor
E essa camisa de força em seu abraço.
terça-feira, 24 de abril de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Há algo mais perturbador nesta madrugada
Se não minha mente?
Há algo mais pra se saborear além
Desta loucura?
Tento escrever em vão
a momentanea surdez do milesegundo,
me manter no presente
por mais que me esforçe
ele não existe.
Tudo o que penso
pertence ao passado
o que imagino ao futuro,
apatrida da realidade
sigo nesse desfluxo.
Se não minha mente?
Há algo mais pra se saborear além
Desta loucura?
Tento escrever em vão
a momentanea surdez do milesegundo,
me manter no presente
por mais que me esforçe
ele não existe.
Tudo o que penso
pertence ao passado
o que imagino ao futuro,
apatrida da realidade
sigo nesse desfluxo.
Há um certo silencio desesperador as 3h da manhã,
O silencia que desatina as dores
que doem antes de dormir,
os estalidos de lugar nem um.
Há um desespero no ar,
Como quem espera uma má noticia que nunca chega
e
O som de um grito que nunca saiu.
Os corpos que cambaleiam mas nunca caem
Sofrem as esperanças do mundo
Pois os mesmos
Não as tem.
baratas...
desbaratados
Correm para as sarjetas esperando que o dia raie
Mas são 3h da manhã
E para baratas como nós
Nunca irá raiar.
O silencia que desatina as dores
que doem antes de dormir,
os estalidos de lugar nem um.
Há um desespero no ar,
Como quem espera uma má noticia que nunca chega
e
O som de um grito que nunca saiu.
Os corpos que cambaleiam mas nunca caem
Sofrem as esperanças do mundo
Pois os mesmos
Não as tem.
baratas...
desbaratados
Correm para as sarjetas esperando que o dia raie
Mas são 3h da manhã
E para baratas como nós
Nunca irá raiar.
E há vidas dentro desta vida?
Há mundos dentro deste mundo?
O unico que vejo
É o que me desola
E aflige,
A realidade morta dessas caras
Quase esfinges
Sempre aflitas.
Há pelo o que se chorar no mundo?
Além de nós mesmos?
Que não fazemos nada,
Que não mudamos nada.
Se há no mundo algo que devemos mudar
Somo nós.
O que nos faz chorar,
O que nos faz amar
Ou o que faz de nós
O que somos,
Nossos medos.
Há mundos dentro deste mundo?
O unico que vejo
É o que me desola
E aflige,
A realidade morta dessas caras
Quase esfinges
Sempre aflitas.
Há pelo o que se chorar no mundo?
Além de nós mesmos?
Que não fazemos nada,
Que não mudamos nada.
Se há no mundo algo que devemos mudar
Somo nós.
O que nos faz chorar,
O que nos faz amar
Ou o que faz de nós
O que somos,
Nossos medos.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Desiludido ando
Por ruas e avenidas
Mais desiludidas que eu,
Passo por um exército de oprimidos
E um batalhão de solitários.
No meio dia quente,
Da avenida paulista,
O mal cresce.
E a mais alta casta
De sorrisos de ouro
Almoçava,
Observando:
-Porque destruir vidas
Meus amigos
É um esporte de cavalheiros!
Por ruas e avenidas
Mais desiludidas que eu,
Passo por um exército de oprimidos
E um batalhão de solitários.
No meio dia quente,
Da avenida paulista,
O mal cresce.
E a mais alta casta
De sorrisos de ouro
Almoçava,
Observando:
-Porque destruir vidas
Meus amigos
É um esporte de cavalheiros!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Minha loucura é um livro de feltro
Meus psicólogos
têm versos.
Meus psicanalistas
têm estrofes.
Meus Psiquiatras
têm poemas.
têm versos.
Meus psicanalistas
têm estrofes.
Meus Psiquiatras
têm poemas.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Não se sinta bem com esse por do sol estonteante
se sinta bem com os novos óculos de sol Ray Ban!
Não se sinta bem com o beijo do outro
se sinta bem com o novo batom da Avon!
Não se sinta bem ao andar com a brisa do final de tarde
se sinta bem com o novo volkswagen!
venha conosco
venha com tudo que é novo,
só assim,
o mundo será maravilhoso!
se sinta bem com os novos óculos de sol Ray Ban!
Não se sinta bem com o beijo do outro
se sinta bem com o novo batom da Avon!
Não se sinta bem ao andar com a brisa do final de tarde
se sinta bem com o novo volkswagen!
venha conosco
venha com tudo que é novo,
só assim,
o mundo será maravilhoso!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
No rateio
(pó de cinco, pó de cinco!)
Sem freio
(fuuuuuuungadaaaaaaa)
A polícia no meio
(sirenes)
O nome do menor era mais feio
( faaaaala mais feio!)
mas que rataria
eu não creio
Hackeando
A sociedade que vive no arreio
Seu nome era mais feio.
Um dia abre a porta
(pow)
os cana
a farda torta
(pow)
não tinha diretor gritando
cortaa!
(pow)
é mais um que passa pela cota
pra ir pro céu
(pow pow pow)
(pó de cinco, pó de cinco!)
Sem freio
(fuuuuuuungadaaaaaaa)
A polícia no meio
(sirenes)
O nome do menor era mais feio
( faaaaala mais feio!)
mas que rataria
eu não creio
Hackeando
A sociedade que vive no arreio
Seu nome era mais feio.
Um dia abre a porta
(pow)
os cana
a farda torta
(pow)
não tinha diretor gritando
cortaa!
(pow)
é mais um que passa pela cota
pra ir pro céu
(pow pow pow)
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