terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cachorros
que lindos
e fofos.

Humanos
sujos
e porcos.

mate um homem
a marretadas
e ninguém ligará.

mate
um cachorro
a porradas
e o mundo despencará.
Meu melhor sorriso não será seu,
Nem o motivo para eu viver...
Muito menos o meu melhor sonho.

Você não será a melhor coisa que já me aconteceu
mas sim
a pessoa que amo.

Alzheimer poético

Linhas tortas
Esquecido do que foi
Sem saber o que será
Amnésico de desejos
e belezas
seus sonhos...
não há.
O problema
não é o preconceito
não é a opressão
nem o ódio...

o problema
não são as bruscas sirenes
nem as vidas putas
de fins brutos

o problema,
realmente,
deve ser eu!
Você do espelho
que notícias me traz?
o mundo
do seu lado
é tanto quanto fugaz?

Você do espelho
para onde vais...
quando me retiro?
viver a vida de um bom rapaz?

Você do espelho
com o que sonhas a noite?
com o que a pessoa do outro lado
do espelho faz?
                                              SORRIA:
                                              Vôce. Está
                                           Sendo.Enganado

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



As luzes das vitrines
Expõem os niveis sociais,
Vendem sonhos finitos.

Os seios duros
As bundas duras
As vidas duras

os passantes
Mais reias
Os manequins

Os sorrisos pequenos
A vida finda
A alma evapora
Ri ela
Bi ela
Gabi ela
Gabriela.


                  Para Gabriela Pandeló Paiva.
0- Sonhar é melhor que viver.
1-Então quanto vale minha vida?
0- Nãos mais que um sonho.
1-Sonhos constroem mundos.
0- E os destroem.
1-Não, isso quem faz é o tempo.
0-Não, isso quem faz é você.
1-Eu não destrui nada.
0- Só a sua vida.
1- Que não vale nada.
0-vale um sonho.
1- Quem sou eu?
0-Eu.
1- Quem sou eu?
0-Eu.
01-Quem sou eu?
0101-quem sou eu?
0110010-Quem sou eu?
Irreverente caos
Me mima
Me nina
as cores
desconexas
me bajulam
me criam
o que é real?
que nos chama
e em nós é chama.
O amor de um poeta
nunca!
Se aposenta
muito menos
se sustenta
mais leve que o ar
o amar.
Devaneios delirantes
Antropofágicos
Herméticos
Bem aventuradas as cores
Todas elas
contemplam as pupilas paranóicas
de sonhos esquizofrênicos.

Rivotril 0,25mg

É
melhor
viver
sem
mim
do
que
mal
acompanhado.
Pedaços
espallhados
formando um ser
Andava
Falava
Ouvia
e por vezes
amava
imponderadamente.
Se todas as cores juntas
formam o preto
Todos os poemas juntos
formam uma folha em branco.
Desmemoriado
não lembro
não recordo
toda a vida
uma sucessão
de esquecimentos.
A saudade me devora!
A saudade me devora!
A saudade me devora!
e agora
que é o que só me resta
a própria saudade
pega
e vai embora.
Seco
Seco
Seco
tudo em volta
muito mais seco
seu olhar
árido
me desidrata
causando
as mais impossíveis
alucinações.
O sol ilumina as telhas
nossas cabeças
o céu cobre o asfalto
corre liso pelo chão
o vento abre caminhos
o ser se iguala pelos sentidos
arissco passos sem sentido
nem tudo é um risco.

Os amantes

Te descubro
e em ti me redescubro
você me mostra
quem sou
e eu sou você
em mim
Ruas concretas
Labirintos permiciosos
Motos com fuzis
pessoas quase sempre gentis
rebuliço
de tiro e funk
gemido e pontapé
é mais uma sexta
na favela do jacaré.

domingo, 18 de dezembro de 2011

As luzes
ondas
partículas
flutuando
Nos versos
nas nossas vidas
Se orientando
Declamando
o que ainda
não!
As vezes
procuro minha essência
o eu
minha memória,
Vasculho os cantos
um passado remoto
As vezes olho no fundo dos meus olhos,
refletidos,
um deserto de dunas castanhas
não acho quase nada
apenas rastros
do que um dia ja fui
fragmentos desconexos
uma pessoa quebrada

que foi
se montando como pode
como conseguiu
torta

Então
um vislumbre
Enxergo
è isso!
Mesmo feio
torto
desconexo
Sou eu
Loucura companheira
de minha vida passageira.
Eu quero o caos
o muito,
exagerado.
Acordar pela noite(ou não)
sem saber o que esperar
sem carpe diem
destruo o dia e a noite
as horas e as semanas
os meses e os anos
Eu quero a beleza do caos
em toda sua essência e magnitude
Olhar as flores
Sentir as flores
Beijar as flores
Devorar as flores
Tão delicadas e limpas
se rendendo as minhas carícias sujas
A minha insensatez
O que imporata na vida
sem o inesperado
Quero olhar o sorriso amarelo de Deus
e ter certeza que tal em fez a sua imagem e semelhança
com todos os meus vícios e perversões
Esse(s) Deus(es) onipotente(s)
O caos
olhar em seus olhos
e ver olhos vermelhos.
Escrevo sobre o que deita
em meio fio,
sobre o que vive
e não sabe o que viver,
o que se vê
e não enxerga
e se vê
se esquece.
Escrevo poemas,
todos mendigos.